À respeito das agressões após jogo

Estupefato! Essa é a minha reação diante de tanta violência pós jogo de futebol.
Essa violência gratuita é que me faz ficar no aconchego do lar em dias de RExPA. Prefiro ser, como disse a minha amiga que Cristina Quaresma, “torcedor de radinho de pilha fraca” - que eu levo muito na esportiva.
O que vi nos meios de comunicação não foram torcedores do Paissandu ou do Remo roubando e agredindo. Engana-se quem falou isso! O que vi foram marginais violentos que vão ao estádio e às ruas simplesmente para agredir pessoas, roubar e fazer vítimas. Torcedor que é coerente entende que a rivalidade fica apenas no campo e no nível dos gracejos com o perdedor, senão não teria graça. Temos a maior e mais velha rivalidade no futebol, no mundo. E devemos nos orgulhar disso! Mas um orgulho bom, pois somos únicos no mundo! Falo dos verdadeiros torcedores.
Aqueles que dizem Sou Remo, Sou Papão já fico um pouco apreensivo. Não somos nada! Somos Pará, somos paraenses! E, por acaso, torcemos por um determinado time. É assim que funciona!
Torcedor consciente respeito a si mesmo e ao outro. Respeita a individualidade de cada um, respeita a escolha do outro, brinca sem ofender, se esbalda,
comemora, mas... nunca agride o outro, nem por palavras!
Nossos times se sustentam a partir das escolhas que fazemos em torcer por eles ou não. Mas gente que veste uma camisa e aproveita o momento – seja que time for, apenas para agredir pessoas, não é torcedor, é marginal, é bandido, é assassino e deve ser julgado e preso!
O mesmo deveria valer para jogador que brigasse em campo. Deveria responder a processo, ser julgado, ser suspenso, pois ele acaba influenciando a sua torcida a fazer o mesmo. E, embora nossas escolhas sejam pessoais, líderes devem demonstrar sangue frio no trabalho. E futebol para jogador é trabalho. Um trabalho que influencia multidões e que afeta uma festa linda que afasta pessoas sérias dos estádios.
E essa bandidagem – que não está identificada na testa - deve ficar fora dos estádios! E nem estou falando de algumas torcidas organizadas, pois em todas elas tem gente do bem e gente do mal. Deveria ser aprimorada a Lei do Torcedor: torcedor que brigasse e fosse identificado na rua, o time pagaria multa, como acontece nos estádios.
Respeitemo-nos! Não precisamos de mais violência! Não precisamos demonstrar a nossa alegria entristecendo a vida de outras pessoas. Isso não é torcer! É ser marginal, é ser do mal.
Me solidarizo com todos os agredidos e roubados por esses marginais travestidos de torcedores.
Aos meus amigos remistas, um abraço! Aos do “meu” time Papão, um grande beijo pela merecida vitória!
Respeito, sim! Violência, não!
(Nailson Guimarães)

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