IR PARA O CÉU...
O instinto de conservação é bastante forte no ser humano. Naturalmente, ele visa preservar ao máximo a existência terrena. Entretanto, o advento da morte do corpo físico constitui uma certeza inexorável. A ideia de morrer suscita um certo temor generalizado. Muitos evitam falar e mesmo pensar nesse tema. Mas a Espiritualidade superior costuma estimular reflexões em torno do término da experiência física. Com frequência, toma-se a morte como um fenômeno renova dor e redentor. Há quem afirme que morrer é descansar. Em momentos de angústia, muitos dizem desejar a morte para parar de sofrer. É como se ela automaticamente transformasse a natureza humana. Nessa linha, ao morrer, todas as mesquinharias e vícios humanos cessariam. As almas com alguma sorte iriam para o céu, viver de forma beatífica e ociosa. Ocorre que só se leva da vida a vida que se leva. Hábitos longamente cultivados compõem a essência do ser e o acompanham aonde quer que vá. A morte não transforma homens em ...